"A verdade é que a gente não faz filhos. Só faz o layout. Eles mesmos fazem a arte-final."
Luís Fernando Veríssimo
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ar Fresco (Lidija Kolovrat)


Depois de vários dias de seclusão caseira (os brônquios reactivos de S. assim o têm exigido!) ontem pus um pé na rua, ao fim da tarde, para visitar o novo espaço de Lidija Kolovrat, na rua D. Pedro V. Que prazer! Não só porque o espaço, uma aparentemente "des", mas cuidadíssima recuperação/intervenção da arquitecta Joana Rosa, está cheio de graça, patine, provocação, mates e brilhos, nem só porque a ideia é fazer do lugar uma plataforma transdisciplinar (para moda, joalharia, arte, design), mas também, para mim, porque soube bem, tão bem, levar com ar fresco (bem frio...) na cara, ruas acima, do Príncipe Real até casa. Quem lá for, olhe para cima por favor, para não perder o candeeiro cinético, as vigas de madeira, com um ar nórdico, (mas estamos em Lisboa?), no amplo estúdio no primeiro andar, ou o florão espelhado, signature da arquitecta. O recheio, naturalmente, acompanhará. Mas temos de esperar para ver. Quase despido, ontem, era a vez do espaço brilhar.

(como não levei a máquina, a imagem é Koolovrat)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Nunca Mais Chega o Verão...


... mas já sonho com os meus "meneinus" a correr pela praia, e depois, de banhinho tomado e perfumadíssimos, com estes conguitos, versão vintage, em cores tão bonitas.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Pé de Meia


Os chaussons-chaussettes da Collégien são um cruzamento inspirado entre pantufas e meias. Nos civilizados países nórdicos, dizem-nos, ninguém anda em casa com os sapatos da rua. Eu, que sou mediterrânica até à medula, continuo a preferir o pé descalço quando chego a casa. Mas no Inverno, mesmo contando com a solidariedade do chão de tábua corrida, convém aquecer o pezinho. E estas meias (adoro todos os modelos às risquinhas) são uma belíssima alternativa. Tudo é melhor que chinelar, mas assim é melhor ainda.

(A marca virou trendy mas não é nova: foi criada em 1947. Com números do 20 ao 45, combina a suavidade da caxemira e a ergonomia da sola de borracha. E lava-se na máquina,a 40º!)

Rock Me Baby



Descobri esta loja nas páginas (palpáveis) da revista de domingo do El País. (pois é, ainda há quem compre jornais de papel, sobretudo ao domingo, e sobretudo se trouxerem um suplemento como o EPS). Chama-se Rock 01 Baby e fica, claro, em Barcelona. Felizmente para nós, que não podemos passear pelo Born tantas vezes quantas gostariamos, há a Net. E a loja está aqui. A ideia de abrir uma loja de roupa para bebés cool partiu de uma mãe que, ao querer vestir a filha durante o seu primeiro ano de vida, constatou que o mercado não estava ao nível das suas aspirações. Assim se descobre um nicho, e assim se começa um negócio de êxito. Não é que seja muito apologista dos pais a impingirem aos filhos o seu próprio gosto. Ou manias. Mas há que começar por algum lado. E é preferível um body dos The Who a uma t-shirt do Noddy. Para além dos clássicos prints nas T-shirts (o penteado afro de Jimmy Hendrix ou o submarino amarelo dos Beatles) existem ténis dos Ramones e babetes dos AC/DC (ok, este não comprávamos). E outras delícias para bebés menos eléctricos, como os estampados étnicos da Kambakids, as botas da Elodie Details ou os quimonos Lucky Wang. Lá voltaremos.