"A verdade é que a gente não faz filhos. Só faz o layout. Eles mesmos fazem a arte-final."
Luís Fernando Veríssimo
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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Muito Chá


Nunca fui uma campeã, como o meu irmão P., que se encharcava em chá (aguado, é certo, e provavelmente cheio de açúcar) desde a mais tenra idade. As avós faziam lanches diários, à séria e à antiga, e ele regalava-se. Mas mesmo sem chegar ao nível do meu mano, lá fui bebericando, desde pequenina, e tomando o gosto à coisa. Mais tarde, o meu pai encenou para mim, várias vezes, a sua particular cerimónia do chá. E ainda hoje, por mais banal que seja a ocasião, repito o ritual com reverência sempre que preparo chá. Por isso, este serviço de chá, de crochet, da Anne Claire Petit, foi um o verdadeiro coup de foudre: imediato e imprevisto, emotivo. É mais um não s'aguenta. e o facto de ter pintinhas, como outros que vimos por aqui, é pura coincidência. Digo eu.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ninho





Este não s'aguenta é partilhado com S. Viu no computador e não parou de olhar. Apontar. Um "chitex". Quase dizia: "casa" (apesar desta palavra não fazer ainda parte do seu léxico, mais debruçado sobre os comes e bebes - papa, massa, bolacha, "misu" para sumo, etc.- e os afectos que o rodeiam). Linda casinha, não é? Fica na Suíça, e é um winter retreat verdadeiramente deslumbrante. Ou um ninho para toda a vida e qualquer estação. Construída no meio das rochas (atenção à fotografia onde a casa quase não se distingue da montanha), "à mão", por uma data de estudantes temerários do Politécnico de Zurique, é um projecto dos arquitectos Bearth & Deplazes. Polifacetada, o interior de madeira contrasta com a luzidia pele de alumínio. E ainda por cima é sustentável: o objectivo é que consiga atingir 90% de auto-suficiência energética. Está na capa da Icon, que ainda não chegou aos quiosques portugueses, mas deve estar quase.

(imagens da Neue Monte Rosa Hutte, de Tonatiuh Ambrosetti)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Esta Maçã Tem Bicho (E Nós Mordemos)



É o novo bicho da Apple (com "é", não "ei", coitadinhas das maçãs que não fizeram mal a ninguém) e acabo de tropeçar nele. Eu e mais não sei quantos milhões de internautas. Foi oficialmente apresentado há três horas e já está por todo o lado. Chama-se iPad e não é um iPod gigante nem um computador pequeno. Também não é um iPhone, apesar de ter acesso a 140 mil apps (aquelas aplicações para tudo e para nada). É finíssimo e branquíssimo e elegantíssimo como tudo o que sai da cabeça de Jonathan Ive (que acabei de descobrir, via vídeo de apresentação do iPad, é Jony para os amigos). É alta tecnologia lounge. Dá para tudo, só não tem câmara (hélas!). Podemos navegar na Net, ouvir música, ver fotografias e filmes, ler o jornal, ou "folhear" um livro descarregado em poucos segundos. Dizem os entendidos que vai destronar o e-reader da Amazon, e já lhe chamam um "Kindle killer". Diz Steve Jobs que é revolucionário. Dizem as mulheres que os tipos do marketing da Apple são estúpidos, porque "pad", em inglês, também é sinónimo de penso higiénico (e realmente parece fino e seguro, como se pode ver aqui) . Eu acredito em tudo. Buy it all. Até o próprio bicho, assim que puder. Ainda não está à venda mas até aí está tudo pensado. O preço da versão básica é 499$. O que, pensando bem, até é um bocadinho assustador.

(na imagem, o novo iPad da Apple. O vídeo de apresentação, muito americano e muito hipnótico, está aqui)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O Fio à Meada




Descobri estas "luvas" via Rosa Pomar. Finalmente encontrei uma boa razão para não querer que o Inverno acabe rapidamente. Que delícia. Descobri que as ditas luvas -wrist worms- são feitas à mão, na Suécia, por uma senhora cheia de talento que vive numa casa daquelas que só existem nos blogues. Chama-se Sandra Juto e é ilustradora e designer gráfica. Enquanto não chegam as minhas (já me imagino a passear, velocíssima, pelas teclas do computador com umas calçadas) quase perco o fio à meada entre posts e links luminosos. Nunca mais acabam. Que bom.


(Não resisti a postar mais do que uma imagem das criações em crochet de Sandra Juto, as genuínas Wrist Worms. Todas as imagens © Sandra Juto)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Não s'aguenta


Em homenagem à minha sogrinha, estreio rubrica. Não s'aguenta, expressão utilizada para todas aquelas pessoas (normalmente crias - netos- a fazer gracinhas or just being themselves), coisas, situações, irreprimivelmente irresístiveis. Como estas botas da Elodie Details. Qui ámô.


(Ainda não conheço M. a recém-nascida da minha amiga J. que nasceu hoje - e o sol pôs-se a brilhar - mas já nos imagino a aprincesar/empirosar a criatura com coisas destas.)